Pesquisa

 

Trabalho apresentado no Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia

Brasília 2002


PROJETO DOCE®: RESULTADOS PRELIMINARES DE UM ESTUDO MULTICÊNTRICO EM EDUCAÇÃO CONTINUADA NO DIABETES

NÚCLEO CURITIBA (CT) CÉLULA MARINGÁ (M)

 

 

Gama MPR; Weik FW; Takahashi M; Barbosa E; Biagini G; Piccolomini A; Fedalto A; Zella MA; Saito L; Suguiura C; Urcichi C; Alves P; Rey L; Bolcato M; Justus F; Estudo Projeto DOCE®.

 

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Universidade Tuiuti

 

Objetivo: Comparar dois grupos homogêneos de diabéticos quando submetidos ou não a uma educação continuada e controle intensivo do diabetes. Material e Métodos: Pacientes (P) de CT e M seguidos pelos profissionais do estudo, com 3 a 4 visitas anuais em regime de 2 a 3 picadas/dia, foram convidados a participar do DOCE sendo os que recusaram inseridos no grupo controle (C). P (DOCE) usaram controle 4 glicemias/dia com insulinização conforme "cartão guia" e dieta com contagem de carbohidratos. P, (C) continuaram 2 a 3 picadas/dia mudadas em cada visita conforme necessidade com dieta padrão para diabetes.

 

Resultados:

Núcleo - Curitiba

 

Tempo

Observação

Idade

Média(anos)

Sexo

Tempo

de doença

Média

HbA1C

Antes %

Média

HbA1C

Depois %

p

DOCE

2 anos 36.7 15F/14M 12.5 11.3±2.1 8.9±2.0 <0.000

Controle

2 anos 34.3 12F/15M 12.5 10.4±3.2 10.8±3.3 <0,6

 

 

Célula - Maringá

 

Tempo

Observação

Idade

Média(anos)

Sexo

Tempo

de doença

Média

HbA1C

Antes %

Média

HbA1C

Depois %

p

DOCE

6 meses 17.3 5F/5M 6.1 10.7±2.1 9.5±2.0 =0,8

Controle

6 meses 24.8 5F/9M 11.1 11.1±5.0 10.3±2.3 =0,2

 

Conclusão: O DOCE mostra que o controle intensivo e educação continuada leva à compensação da doença. No grupo M não foi encontrada significância estatística devido ao curto tempo de seguimento e o número ainda pequeno de P, no entanto, houve uma variação de - 0.8 a - 1.1% na hemoglobina glicosilada no DOCE em relação ao controle.

 

 

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